Ontem fui jantar com a minha melhor amiga. Para variar, o dilema da nossa noite era: "Onde vamos comer?". Após muita deliberação decidimos ir ao Psi, um restaurante vegetariano que achámos ser saudável e não muito caro, localizado no Campo Santana. Depois de duas horas, ambas na Vespa dela, tentando dar com a ***** do restaurante (para a minha mãe não refilar comigo por eu estar sempre a dizer asneiras), acabámos a jantar um gigante hambúrguer e uma mega coca cola no Hard Rock Café. Seguido de uns mojitos e umas caipirinhas... Bem, mas essa parte não interessa.
A divertida conversa que se desenrolou durante o jantar, entre muitos temas estúpidos e típicos de duas criaturazinhas nos seus 17 anos, acabou por derivar numa conversa muito interessante com base no tema: Homens vs Mulheres.
Depois de uma longa conversa sobre as diferenças entre homens e mulheres e o porquê destas diferenças, a rapariga sentada à minha frente (mais vulgarmente designada de Joana, a minha melhor amiga) teve um momento de inteligência e a propósito de um programa interessante que é raro ver (porque digamos que a escolha televisiva não costuma ser muito interessante) acabou por dar uma definição, que eu achei super interessante, sobre qual a principal diferença entre os homens e as mulheres.
Ora, segundo a opinião de alguém cujo nome lhe escapara, a principal diferença entre os homens e as mulheres é que:
“O cérebro dos homens é constituído por diferentes caixinhas. Cada uma dessas caixinhas tem um tema (carros, casa, filhos, etc.) e essas caixinhas não comunicam umas com as outras. Isto significa que não conseguem pensar em duas coisas ao mesmo tempo tão pouco realizar diferentes tarefas na mesma altura. Na parte de trás do cérebro existe a caixinha do nada que é designada para aquelas alturas em que os homens simplesmente não estão a pensar em nada e estão "vazios" (tipo quando estão a fazer zapping de canais e outras actividades do género).
Já as mulheres são completamente diferentes. Em vez de caixas têm fios, fios e mais fios de diferentes cores (que representam novamente os diferentes temas) e simplesmente vivem no meio do emaranhado desses fios todos. É impossível conseguirem desligar umas coisas das outras. E na zona onde supostamente deveria existir a zona do nada (tal como há a caixinha do nada nos homens) existe simplesmente um "gigantitioux" (private joke sobre o pseudo-espanhol da minha tia) nó de todos esses fios!"
Esta designação fez-me pensar, achei-lhe uma certa graça. Se isto for assim (não literalmente claro, mas metaforicamente) agora entendo porque é que nas alturas em que os homens estão com aquele ar apático (focados na caixinha do nada) as mulheres perguntam sempre: " Em que é que estás a pensar?" e ficam super irritadas quando os homens lhes respondem: "- Eu? Nada!". Não admira que elas se irritem, os pobres não estão mesmo a pensar em nada mas como é que elas hão de perceber? Vivem num emaranhado de fios!
Isto explica também um milhão de outras coisas como por exemplo: os homens não conseguem falar enquanto fazem o que quer que seja enquanto as mulheres parecem que esticam mil braços ao mesmo tempo que discutem um tema que não está nem meramente relacionado sobre o que estão a fazer mas também alturas como aquelas em que os homens estão simplesmente a tentar discutir um assunto até ao fim e as mulheres não conseguem nunca desligar-se das outras mil e uma ideias que lhes estão a passar na cabeça.
Claro que isto é uma generalização e obviamente que não ocorre da mesma maneira em todos os casos mas foi uma definição que achei ser bastante engraçada e que se for perciso pode ser utilizada para um dia explicar aos filhos a diferença entre o pai e a mãe quando eles fizerem perguntas do género: "Porque é que tenho sempre de esperar que o pai acabe de falar ao telefone? É só assinar a autorização da visita de estudo!"
domingo, 3 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Que cena fixe!
Bem, esta cena dos blogues está mesmo a dar! A primeira vez que a minha mãe me disse que tinha um blog eu fiquei do tipo: "Oh não, a minha mãe acha que tem catorze anos outra vez!", mal eu imaginava que isto dos blogues é um verdadeiro mundo de mentes brilhantes!
Lêem-se coisas giríssimas e super interessantes, descobrem-se coisas novas e abre se a mentalidade! Cada vez que vejo um blog que gosto fico sempre com vontade de vir escrever também no meu para saber o que as pessoas pensam das minhas ideias!
Que cena fixe!
Lêem-se coisas giríssimas e super interessantes, descobrem-se coisas novas e abre se a mentalidade! Cada vez que vejo um blog que gosto fico sempre com vontade de vir escrever também no meu para saber o que as pessoas pensam das minhas ideias!
Que cena fixe!
domingo, 26 de abril de 2009
Need to belong...
Estava simplesmente a pensar, enquanto dormitava deitada no meu sofá e deitava um olho ao que dava na caixa cinzenta (sim! Porque a minha televisão não é preta, é cinzenta), na necessidade que cada um de nós tem de pertencer a um determinado grupo. Outra das questões que me invadiu as ideias foi: como é que a humanidade (que deriva toda supostamente de um mesmo ser primitivo: o macaco) se conseguiu repartir em tantos grupinhos e tão fechados a si mesmos?
(Isto ocorreu-me porque estive numa “White Party” duma criatura de 18 anos onde me encontrei sentada num banquinho desesperada por me cruzar com um ser que se assemelhasse à minha pessoa. Isto deixou-me de certa forma assustada porque eu sou aquela a quem a minha mãe designa carinhosamente de "portátil" (embora tenha 16 anos e não seja propriamente pequena) por me integrar normalmente bem em qualquer local. Se calhar não estava num dos meus dias o que levou a que facilmente as pessoas não dessem pela minha presença, mas pelo menos deu-me para pensar.).
Temos milhões de designações para pessoas que pensamos pertencer a um determinado tipo de gente: betos, freaks, mitras, novos-ricos, junkies, simplesmente outsiders, sei lá! As pessoas nascem e dizem: " Vou ser beta!" ou posteriormente decidem que se assemelham mais aqueles seres de camisinha, sapatinho à vela e que designam carinhosamente todos os seres adultos de "tios e tias"?
Bem, o facto é que temos de conviver diariamente com estas divisões sociais e devido a termos uma necessidade de pertença normalmente temos tendência a tentar fazer com que nos enquadremos numa delas.
É aí que as minhas questões existências começam. A que grupo é que eu pertenço? É suposto que me enquadre a 100% em alguma destas divisões?
Fui tentando arranjar respostas para estas perguntas (à minha maneira é claro) e acabei por concluir que sou esquisita mas gosto do meu esquisito. Estranho não? Vivo um bocadinho nos variados lados do dado (não da moeda porque essa só tem dois) e vou tentando adaptar-me dependendo de onde estou. Há definitivamente sítios onde me sinto mais eu própria e gosto mais de estar...
Aquilo que às vezes me custa ver nos outros é o esforço que têm de fazer para pertencerem ao "local" onde acham que devem pertencer. Reprimem as suas opiniões e pensamentos só porque não é suposto ou não se deve pensar daquela maneira. Mas que raio, afinal que é que decidiu como é que se deve ou não se deve pensar?
O facto de ter uma mãe freak e um pai beto baralha-me um bocado as ideias mas é bom porque me faz puxar pela minha própria cabecinha.
Questiono-me: a minha maneira de escrever faz com que eu pertença a algum grupo?
Não percam! Cenas dos próximos capítulos com: " A vida de um ser esquisito mas com orgulho!"
(Isto ocorreu-me porque estive numa “White Party” duma criatura de 18 anos onde me encontrei sentada num banquinho desesperada por me cruzar com um ser que se assemelhasse à minha pessoa. Isto deixou-me de certa forma assustada porque eu sou aquela a quem a minha mãe designa carinhosamente de "portátil" (embora tenha 16 anos e não seja propriamente pequena) por me integrar normalmente bem em qualquer local. Se calhar não estava num dos meus dias o que levou a que facilmente as pessoas não dessem pela minha presença, mas pelo menos deu-me para pensar.).
Temos milhões de designações para pessoas que pensamos pertencer a um determinado tipo de gente: betos, freaks, mitras, novos-ricos, junkies, simplesmente outsiders, sei lá! As pessoas nascem e dizem: " Vou ser beta!" ou posteriormente decidem que se assemelham mais aqueles seres de camisinha, sapatinho à vela e que designam carinhosamente todos os seres adultos de "tios e tias"?
Bem, o facto é que temos de conviver diariamente com estas divisões sociais e devido a termos uma necessidade de pertença normalmente temos tendência a tentar fazer com que nos enquadremos numa delas.
É aí que as minhas questões existências começam. A que grupo é que eu pertenço? É suposto que me enquadre a 100% em alguma destas divisões?
Fui tentando arranjar respostas para estas perguntas (à minha maneira é claro) e acabei por concluir que sou esquisita mas gosto do meu esquisito. Estranho não? Vivo um bocadinho nos variados lados do dado (não da moeda porque essa só tem dois) e vou tentando adaptar-me dependendo de onde estou. Há definitivamente sítios onde me sinto mais eu própria e gosto mais de estar...
Aquilo que às vezes me custa ver nos outros é o esforço que têm de fazer para pertencerem ao "local" onde acham que devem pertencer. Reprimem as suas opiniões e pensamentos só porque não é suposto ou não se deve pensar daquela maneira. Mas que raio, afinal que é que decidiu como é que se deve ou não se deve pensar?
O facto de ter uma mãe freak e um pai beto baralha-me um bocado as ideias mas é bom porque me faz puxar pela minha própria cabecinha.
Questiono-me: a minha maneira de escrever faz com que eu pertença a algum grupo?
Não percam! Cenas dos próximos capítulos com: " A vida de um ser esquisito mas com orgulho!"
terça-feira, 5 de agosto de 2008
To be or not to be
To be or not to beSou simplesmente eu. Tenho medos e coragens, boas e más caracteristicas, bons e maus momentos do dia, coisas que fazem com que os outros gostem de mim e coisas que fazem com que me odeiem, gosto de uns mas nao tanto de outros e nao vivo sem uns mas passo bem sem outros, posso acordar bem ou mal disposta e fazer ou nao um esforço para que o dia me corra bem, posso querer ou nao dar-me bem com os outros, tenho bons e maus dias, atitudes que me deixam orgulhosa de mim mesma e cometo erros de que me arrependo, ha quem me conheca bem porque me deixo conhecer e ha quem nao saiba sequer quem sou, no fundo, sou humana tal como todos os outros.Mas depois tenho aquelas caracteristicas que me diferenciam... Só durmo com um braço debaixo da almofada, gosto de falar sozinha e adoro ter momentos onde sou eu e mais ninguem, sou apaixonada por animais, tenho geito para lidar com crianças, adoro chegar ao fim do dia e saber que nao me podia ter corrido melhor, gosto de me cansar para depois sentir o descanso e adoro estar horas a tomar banho, cantar ate nao sentir mais a minha garganta e dançar ate que os pes me doam, adoro passar horas a rir nem que seja sozinha, gosto de escrever e de filosofar sobre o que me acontece, adoro ver filmes que me façam pensar mas apenas vejo aqueles que estao de acordo com a minha disposiçao do momento tal como as minhas musicas que têm de estar de acordo com o meu humor, adoro rever pessoas que já nao veja a muito tempo, sou super critica com as pessoas com quem me cruzo mas tenho de aprender a controlar-me, dou as vezes demasiado de mim a uns e demenos a outros, esforço-me por vezes demais por pessoas que nao merecem e nao vejo aqueles que estao verdadeiramente la para mim, adoro crescer e sentir que aprendi algo de util como liçao de vida mas odeio olhar para tras e saber que nada vai voltar, adoro cantar e ate nem acho que cante nada mal (aos outros pode nao soar tao bem mas tambem nao quero ser cantora portanto nao me importa), adoro fazer figuras no metro em frente de pessoas que nao conheco e ver a reacção deles, sou sociavel, nao vivo sem os meus amigos e nao aguento mais de duas horas sem falar pelo menos com alguem, adoro dar conselhos aos meus amigos e sentir que lhes sou util, adoro que me digam que me adoram pois sinto que ha alguem que gosta de mim, adoro olhar-me ao espelho e fazer caretas, rir-me de mim propria, adoro ter qualidades e odeio os meus defeitos, sou uma pessoa prática e descomplicada (este as vezes depende dos dias), sou das pessoas que mais depressa esta bem disposta como esta com os piores dos feitios e quando estou bem disposta sou a melhor das companhias mas quando estou de mau humor nao aconselho ninguem a aproximar-se, adoro e odeio aprender com os meus erros, gosto e nao gosto de ser quem sou, gosto de saber que tenho cabeça para ter noçao destas coisas, amo a minha vida e gosto de pensar num dia de cada vez.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
O começo de uma nova era...
Bem, é hoje o dia oficial em que inicío o meu novo blog. Sim, porque não é o meu primeiro, mas quando criei esse era demasiado míuda e escrevia coisas relacionadas com amigas e mexericos de escola.
Não é que agora seja muito mais velha mas digamos que a mentalidade nestas alturas desenvolve-se muito depressa (mais nuns do que noutros mas... é a vida). Provavelmente estou aqui a considerar-me muito adulta mas daqui a uns anos votarei a fazer um novo blog que começará: Bemvindos ao meu novo blog, é o terceiro mas era uma criança nos últimos dois e portanto... blá blá blá. Na realidade vamos sempre envelhecendo e embora não faça a minima ideia do que é ter um passado maior do que o que já tenho posso prever pelo que observo que vamos sempre achando que eramos tão novinhos mesmo que estejamos a olhar para uma fotografia onde temos 50 anos (desculpem se ofendo alguém mas isso para mim parece ser daqui a uma eternidade).
Mas também, será que alguma vez deixamos de ser crianças? Não faço a mínima mas é um assunto muito polémico e é melhor deixar-me de filosofias (o que na realidade deveria estar a etudar mas o que é que se pode fazer? O computador é tão atraente...).
Decidi iniciar este blog porque (por cómico que pareça) foi alguém com quase cinquenta anos que me disse que se encontravam coisas giras em blogs e estou curiosa para ver se esse alguém acha algo de geito do meu. Vou portanto manter-me no meu anonimato e esperar por reacções...
Não é que agora seja muito mais velha mas digamos que a mentalidade nestas alturas desenvolve-se muito depressa (mais nuns do que noutros mas... é a vida). Provavelmente estou aqui a considerar-me muito adulta mas daqui a uns anos votarei a fazer um novo blog que começará: Bemvindos ao meu novo blog, é o terceiro mas era uma criança nos últimos dois e portanto... blá blá blá. Na realidade vamos sempre envelhecendo e embora não faça a minima ideia do que é ter um passado maior do que o que já tenho posso prever pelo que observo que vamos sempre achando que eramos tão novinhos mesmo que estejamos a olhar para uma fotografia onde temos 50 anos (desculpem se ofendo alguém mas isso para mim parece ser daqui a uma eternidade).
Mas também, será que alguma vez deixamos de ser crianças? Não faço a mínima mas é um assunto muito polémico e é melhor deixar-me de filosofias (o que na realidade deveria estar a etudar mas o que é que se pode fazer? O computador é tão atraente...).
Decidi iniciar este blog porque (por cómico que pareça) foi alguém com quase cinquenta anos que me disse que se encontravam coisas giras em blogs e estou curiosa para ver se esse alguém acha algo de geito do meu. Vou portanto manter-me no meu anonimato e esperar por reacções...
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